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terça-feira, 8 de setembro de 2009

VALE A PENA LER
MIOLO DE PÃO ...
Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis
comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: - Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre
gostou tanto dela, jamais ousei pedir!
Moral da história:
Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro
adivinhe...
Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro,mas o outro
pode estar esperando outra coisa de você...
Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender,não traduza sozinho.
Peça que ele se explique melhor. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre
casais,mas também entre pais e filhos, entre amigos e mesmo entre colegas de trabalho.
As relações humanas seriam melhores se entendêssemos isto!!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Realmente não consigo entender os seres humanos. Como pode haver pessoas que não gostam de gatos, que os achem egoístas, agressivos e sujos? E não falo somente de gatinhos, mas de gente que tem repudio por qualquer animal. Gente assim, que não curte, ou mesmo não consegue ficar perto dos bichanos, é porque não conseguem ficar consigo próprias, pois o gato é um animal de grande sensibilidade, então alguns seres humanos se sentem incomodados com isso.
Além de serem boa companhia, os gatos podem ver além do homem e relacionam-se com a essência. Se o homem não sabe ver o gato, o gato sabe ver o homem. Vê mais, vê dentro, vê além. O gato é uma lição diária de harmonia, equilíbrio e fidelidade. Suas manifestações são íntimas e profundas. São tão amáveis e mimosos, quando tratados com respeito, que sabem muito bem retribuir todo afeto.
Quem recebe este presente, e tem a felicidade de conviver com eles, sabe que o gato entende seu dono pelo olhar. Tem uma sensibilidade sem igual e se comunicam conosco sem  que palavras sejam ditas. Desde pequena, sempre tive gatos. Sou de uma família de “gateiros”, vem do DNA. Acho que todos animais estão na terra como nossos irmãos, companheiros, que alegram ainda mais nossos dias. Coisa que mais gosto é chegar em casa e ter uma bolinha de pelos me esperando, roçando minha perna, louco por um xodó. Vida dura essa de longas sonecas e chamegos no pescoço. 
Faça como eu, adote um gatinho e deixe ele conquistar seu coração.
Depois me conte se eu tinha ou não razão. 
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Parabéns pra você!!!
Hoje, dia da pátria, também é dia de festejar o nascimento do meu gatinho. Fiz um poema em parceria com minha mana. Nada que mereça Nobel de literatura ou vaga na Academia de Letras. Mas foi feito de coração, para o nosso presentão de Deus.
Joninho, somos gratas por cada dia que passamos contigo. Amore dessas mães.
5 anos de vida...
6 quedas na vida...
Para comemorar essa data tão especial...
Nada melhor que a ração preferida.

sábado, 5 de setembro de 2009

Passando por aqui

Sempre gostei muito de escrever. Já mantive diários, que nos meus 10 anos eram perfumados e coloridos , graças as canetas Bic cheirosas, febre nos anos 90. Eram rabiscados com corações e iniciais, que entregavam o primeiro amor. Lembro do pequeno cadeado e da chave sempre pendurada no pescoço, chave esta que guardada os doces e mágicos segredos infantis. Pouca coisa que eu já tenha passado e vivido me escapa da memória. Muito pouco mesmo. Acontece que se quiser relembrar, dar umas boas risadas da velha Carol ou até mesmo perceber como hoje problemas passados parecem tão bobos basta que os pegue no armário, dentro de uma grande caixa, talvez um dos meus maiores tesouros. Na verdade, encontro também alguns trabalhinhos desde a época em que estava na pré escola, cartões que fazia para mamãe com meu português ainda errado, cartas que recebi de amigos, lembranças de momentos importantes registrados em fotos, rabiscos e rascunhos de um passado sempre ao meu alcance.


Até os 22 anos consegui registrar cada dia especial, cada saudade, cada lágrima, cada sonho, cada nova paixão avassaladora da adolescência nas linhas de um diário amigo. Então, assim do nada mesmo, parei. São seis anos sem registros documentados em seus detalhes, salvos apenas aqui comigo. Sei lá, se algum dia algum bom samaritano se propusesse a me entender mais a fundo teria que recorrer a boa memória dessa pessoa que vos escreve, pelo menos para esta meia dúzia de anos . Sabe aqueles ciclos que se encerram, geralmente virando nossa vida de pernas pro ar, para então encararmos uma nova jornada? 2008 foi O ANO. Daí voltei a escrever, só que agora não mais como nos tempos passados, com todo aquele gás ou seguindo o cronograma do tempo, mas sim misturando velhas lembranças, trocando experiências ou simplesmente desabafando. O que mais me motivava era isso: botar para fora.



Foi muito bom voltar a escrever. Agora pergunto: como pode no calor do entusiasmo escrevermos tanto? Sempre com idéias fresquinhas e lembranças pipocando na cabeça e, de repente, cadê a inspiração? Admiro muito quem consegue manter um blog diário, quase que religiosamente. Falta de tempo nunca foi meu problema. Até por que se olhar para trás, há quase um ano que o Faça uma Lista existe e minha rotina vida x trabalho não mudou muito. O que mudou, e sempre muda desde que fui ficando mais velha, é o quesito empolgação. Não sei vocês, mas comigo basta só passar a maré da novidade e já baixa aquela preguiça, uma desmotivação. Encaro isso com naturalidade, já que não dá para ser 100% o tempo todo. As vezes, mesmo sem querer, acabo dando uma puxada no freio de mão. No blog ia empurrando com a barriga, deixando sempre para depois, isso quando não recorria aquele texto “enche linguiça”, que encontrei sabe-se lá onde, apenas para não dizer que mais um dia passou em branco. Acho que essa fase de dar uma brecada baixou por aqui...



Até tenho bastante coisa para contar. Se tem uma coisa que não posso é me queixar da vida. Mas e agora, José? Como já dizia vovó. Ando com uma vontade de estar em mil lugares ao mesmo tempo e ficar na frente do computador está bem no final da lista. Quem já passou por aqui já conheceu um bocado da minha história, através dos meus relatos, portanto digo: isso é muito bom. Tem um mundão lá fora esperando por mim. Tenho uma casa aconchegante, grande culpada por eu ser este ser tão caseiro. A melhor família do mundo é a minha (mãe a mana), sempre me apoiando com o amor mais incondicional que existe. Tenho poucos amigos, mas são presentes e constantes em minha vida. Meu trabalho é um sonho que já treinava na infância, quando brincava de “profe” com minhas bonecas. E como já dizia minha amiga íntima Claudinha:



“Eu ando muito a fim de experimentar
Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar
Eu quero mais mais mais mais...
Eu quero mais é beijar na boca
e ser feliz daqui pra frente...pra sempre”



Portanto, sei que fiz bons amigos através do blog e sei que vão me compreender. Assim que der eu volto. O bom disso tudo é que pode ser amanhã mesmo. Vai entender, não é? Adoro isso aqui e gosto muitão de todos aí da lista. Para quem for novo no pedaço e vir parar logo aqui, sejam bem vindos sempre. Um beijo grande e muita paz pra todos nós.



Caroline

sábado, 29 de agosto de 2009

Voltando

Colocando as idéias em ordem, ao menos tentando, cheia de histórias para contar...
Saudade dos amigos que fiz aqui. Sintam-se beijados.

Até daqui a pouco.


Caroline

domingo, 17 de maio de 2009

Dona Vanda, feliz dia das mães!



Em coração de mãe sempre cabe mais um.
Desde que me conheço por gente, essa frase aí de cima é tão real quanto 1+1 é igual a 2. Minha casa sempre foi ponto de encontro. Quando ainda criança, em época de escola, os trabalhinhos sempre eram feitos aqui. Se tinha festa do pijama ou qualquer outro evento noturno, com direito a pernoite e café da manhã, adivinha onde eram realizados? Época de férias, praia e lá vinham minhas amigas, que revezavam estadia na “casa da Vanda”. É isso mesmo, você não leu errado. Dona Vanda é minha mãe e também centro das atenções aqui de casa. Ela faz o tipo mãezona, o que me fazia, as vezes, até ter um pouco de ciúmes. Ta certo que era um misto de ciuminho com um tantão de orgulho, da mãe que só eu tinha. Todo mundo queria ser filho da “Vandeca” e muitas vezes diziam pra mim: “pena minha mãe não ser como a tua”. Eu dava um sorrisão e agradecia, silenciosamente, pela mamy que tenho.


Minha mãe na verdade nem parece mãe. Estranho dizer isso, já que tenho o respeito pela figura hierárquica que ela tem e, ao mesmo tempo, temos a cumplicidade de duas irmãs, duas amigas. Não coloco minha mãe em um patamar de “Deusa”, nem crio fantasias de uma pessoa perfeita, que não erra, dona da verdade, essas coisas. Deve ser também porque ela nunca se mostrou assim pra nós, suas filhas. Minha mãe é a pessoa de cabeça mais aberta que conheço. Ela não parou no tempo, pelo contrário, aprende e evolui com ele. Se perigar é muito mais jovem que eu e minha irmã mais nova juntas. Ela tem a juventude que vem da alma, do coração. É uma guerreira. Batalhou desde pequena, vivendo numa família que não era a dela, conhecendo desde cedo o sabor do desamor. Sabe o que é o mais bonito disso tudo? Foi que ela não deixou essa tal sementinha do rancor, da rejeição, da raiva, por perder tudo tão cedo e se ver assim, sozinha no mundo, brotar em seu coração. Não, essa não é minha mãe, embora tivesse todas ferramentas pra se tornar amarga. A dona Vanda é doce, transborda amor. E bom humor.... Bom não, ótimo humor. Isso puxei dela, com certeza. Não tem tempo ruim, não tem cara feia, não tem quem resistas as histórias que ela conta. Então quando essa pequena criança entra em seus momentos de inspiração... Sai de perto! Não sei como pode sair tanta coisa daquela cabeça. E ela assume que nem faz força. E fala... Jesus! Como essa mulher fala... rsrsrs

Coisa que mais gosto é quando ela deita comigo e minha mana para fofoquear os assuntos do dia. Aí, caro leitor, não presta, ela quase nos mata de tanto rir. Acho graça quando ela nos pede conselhos sentimentais (ninguém merece, poxa, ela ainda é a mãe na história). Lá em casa os papéis estão invertidos. Quantas vezes fiquei esperando ela chegar em casa, altas horas da madruga... AMO ver quando o Jojo (gatinho e xodó dela) apronta horrores e a “vovó” perdoa tudo. E quando ela arranja uns namorados “capa-da-gaita”... Zoação e risos garantidos, inclusive dela. Ela não sabe, mas me divirto, toda vez que quase me mata de vergonha, tentando me casar com todos e qualquer homem solteiro da face da terra (que mico!). Tem também as pérolas, como quando ela exigi que eu arrume um namorado que tenha DR(doutor) e um carro (para trazer as compras do super). Essa figuraça é minha mãe.


Ela é assim, inédita. Um amor incondicional. Ela é doidinha, doidinha; mas é perfeitinha, perfeitinha. Amo tudo nela, até mesmo as coisas que me incomodam, pq sei que suas brigas comigo são sempre por causa da “super proteção materna”, tão aflorada. E no fim das contas, na maioria das vezes, ela estava com a razão. Confesso! Morreria por ela e mato quem a fizer sofrer um dia. Ah matamos! Eu a minha mana, com requintes cruéis e em doses homeopáticas. Mas como diz a Karika, isso não é algo com que precisamos nos preocupar, já que a nossa mãe está anos luz a frente, não é nenhuma bobinha. *orgulho* Juro que quando “crescer”, vou ser igual a ela. Se você não conhece minha mamy, lamento . Agora, se você conhece, sabe o que quero dizer. A Vandeca não tem explicação. Mas não tem problema, não. A dividirei com todo mundo. Tem amor para todos. Minha mãe é daquelas pessoas que fazem o mundo ficar mais bonito e divertido! É o verdadeiro coração de mãe.
A melhor mãe do mundo mora aqui em casa e no meu coração.
Parabéns, mãe! Não só no dia das mães, mas por ser sempre a melhor. TE AMO!!


Tua filhota, Caroline

sábado, 2 de maio de 2009

Para você o que é SAUDADE?


Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Dizem que a dor é quem ensina a gemer. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim...

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim. Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção. Meu anjo respondeu:

- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

- E o que saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim... Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência. Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes. Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.


Rogério Brandão
(Médico oncologista clinico)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

UM ANJO PRECISA DE VOCÊ




A ESPERANÇA, esta gatinha de 4 meses, foi covardemente abandonada na calada da noite (como sempre), numa caixa, juntamente com outros irmãos e irmãs.Pela manhã, faminta e ingenua, começou a andar ao redor da caixa, até que um cachorro a atacou.
As outras gatinhas conseguiram fugir, mas a ESPERANÇA foi abocanhada pelo cão, e numa fração de segundos sua vida tomou um rumo nunca imaginado.Entre a vida e a morte, foi socorrida por uma pessoa bondosa, e desde 22/4 está na clinica VET-VIDA, em Carapicuiba, sob os cuidados da Dra. Andreia Fragoso.
Milagrosamente a ESPERANÇA não teve ruptura de órgãos internos, mas teve uma fratura parcial da coluna, o que afetou os movimentos da parte inferior do seu corpinho, e não se sabe ainda se algum dia voltará a movimentar as patas traseiras.
Ela é um anjo muito especial, que precisa de um lar, de cuidados, e principalmente de muito amor para apagar a tristeza imensa desse olhar.



VOCÊ PODE DAR UMA CHANCE À ESPERANÇA?

Entre em contato com a Dra. Andréia, na Vet-Vida: (11) 4186-0102 e (11) 4146-6460.
Por amor, divulgue este apelo nos seus blogs, sites e comunidades do Orkut .
Se você mora em São Paulo e puder ajudar, com certeza Deus abençoa quem cuidas de seus anjinhos especiais, nossos imãos de quatro patas.
( RETIRADO DO BLOG DA VERA - http://encantandotempo.blogspot.com/)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Confissões de adolescente

Meus depoimentos

Claudia: O que falar dessa amiga encantadora? Sim, pois, considero que esta seja a melhor definição para essa linda mulher. Ela me encantou aos meus 07 anos ou menos, quando eramos vizinhas e dalí em diante por oito maravilhosos anos fomos cumplices em todas as aventuras e descobertas. Éramos unha e carne, o trio que formamos junto com a Karica aterrorizava desde os meninos com cartinhas românticas, ainda no primeiro amor, até a vizinhança da praia com nossas folia. Aprontavamos na academia, no cinema, no shopping aos sábados, nas pizzarias, nas festas de aniversários. Bons tempos aqueles em que nossa única preocupação era nos reunir para a próxima missão, até peça de teatro montamos p/ as crianças do HCPA, coreografias com direito a figurino e maquiagem, tirar um sorriso deles era fichinha. E toda essa alegria e felicidade não poderia ter ocorrido sem o seu encantamento, pois, sempre foi você que nos liderava e fazia com que nossos tormentos e aflições desaparecessem nem que apenas por alguns instantes. Sinto falta daquela época. Saudade. Tua amiga Cláudia.


Foi uma surpresa receber esse recadinho, totalmente inesperado, de uma amiga que já faz uns 11 anos que perdi contato. Nem sempre a vida é como desejamos e as coisas que aconteceram comigo, naquele tempo, fizeram com que me afastasse dela.
A Cláudia era minha melhor amiga, sempre estudamos juntas. Passávamos praticamente uma na casa da outra, era minha segunda irmã. Tínhamos planos de casar e ter nossos filhos batizados por nós, morarmos no mesmo bairro, frequentarmos o mesmo clube da terceira idade, compartilhávamos PLANOS, essas coisas. .
Acontece que nem sempre se pode voltar atrás, da mesma maneira que não se pode reescrever o passado. Sinto muito ter deixado as coisas aconteceram assim, deixar o tempo agir, quase que imperceptível, mas irremediavelmente implacável, construindo nossas histórias cada vez mais separadas, distantes.
Mas hoje, se tivesse um pedido atendido, algo palpável e possível de ser realizado, sem maiores estresse, adoraria uma tarde que fosse, de conversa solta e descontraída, daquelas regadas a Coca bem gelada e uma comédia romântica, ainda no vídeo-cassete, como fazíamos lá nos meus saudosos 15 aninhos, entre confissões de adolescentes e várias gargalhadas.
Sinto falta também...


Caroline

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Um sonho...

Ando sem muita inspiração pra escrever aqui. Acho que todos passam por isso, não é? Verão também é fogo, da aquela moleza, preguicite aguda. Tenho trabalhado só pela manhã, o que ajuda bastante, já que chego em casa e vou direto tomar um banho bem geladinho, revigorante. Sexta passada fui conhecer o bebê de uma grande amiga, que chegou na quinta feira, nesse mundo doidão. Passei a tarde com ela, na maternidade, curtindo aquela coisinha tão fofa e frágil. Acho que enlouqueceria, só em pensar que aquele pedacinho de gente ia , inevitavelmente, passar por tanta coisa, sofrer, se machucar, essas coisas da vida.

Ser mãe não deve ser fácil, viu? Aí lembrei da minha, de tudo que já passou, pra que sentíssemos menos possível esses revés do dia a dia. Deve ser muito triste, aquela mãe que é obrigada a ver seu filho se afundar nas drogas, ou aquela que zela pelo seu, em uma cama de hospital. Mamãe sempre foi minha melhor amiga. Em todos momentos, bons e ruins, se fez e faz presente, com seu amor incondicional. Isso é o que recebo, desde que me conheço por gente. E é isso que me faz ter a certeza de que seria uma boa mãe, pois acredito que só damos aquilo que recebemos. Com algumas exceções, claro, como algumas pessoas que conseguem cultivar bons sentimentos, mesmo que sejam tratadas abaixo de mal tempo. Ainda bem que é assim, afinal, Deus me livre de gente rancorosa e mal amada.

Acredito que os planos pra minha pessoa sempre foram além de “virar os olhinhos” e colocar mais um inocente no mundo. Ser mãe de coração, por opção, é a escolha pelo amor de doação. Acredito que tenha, em algum lugar, algum "pacotinho" esperando por mim, pra receber todo esse carinho incondicional. É até engraçado, como Deus escreve certo, mesmo que por linhas tortas. Sempre trabalhei com crianças. Foram tantos e tantos “filhos emprestados” que passaram por mim. Esses dias recebi uma cartinha, de uma menina que foi minha aluna, quando tinha 5 anos, me convidando para festa de 15. “Guenta” coração! Por isso digo que não tem amor mais verdadeiro, gratuito e puro, do que esse que recebo a cada dia, desses meus anjinhos. Foram 10 anos, mas as lembranças ternas seguem com ela, dos dias em que estivemos juntas, como relatou na cartinha, me enchendo de felicidade. Não há nada no mundo que pague isso.

Adio a concretização deste sonho (o maior de todos) numa boa. Sei que ainda terei um filhotinho lindo, que me chamará de mamãe, fazendo de mim a mais babona do mundo. Mesmo que não venha da barriga, mas virá pra ficar num lugar muito especial, certeza. O nascimento do Luquinhas, na semana passada, só aflorou ainda mais essa vontade. Minha vida, de modo geral, tem dado muito certo. Nesse ano ei de me estruturar, ainda mais, dando assim os primeiros passos pra realização deste sonho, o número 1. Por que fazer é fácil...

Enquanto isso, vou curtindo os rebentos dos outros. “Baldando” e mimando bastante a criançada, pra alegria das mamães... hehehe



Caroline






( Lucas, na preparação pro primeiro banho - EU estava lá =D)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Conto de areia


Mamãe esperou trinta anos de sua vida pra ver seu maior sonho realizado. Ela conta que cada minuto, de cada gestação que teve (foram duas), foi curtido intensamente. Depois de tudo pronto, quarto e roupinhas, fora os vários babeiros pra tias e tios, fechou os noves meses e nada. Até certo ponto minha mãe estava tranqüila, afinal cada bebê tem seu tempo. Tudo seria ao natural e a sua guriazinha chegaria na hora que Deus mandasse. No fim a espera foi virando ansiedade e aquele bebê estava mais pra filho de burro, tinha empacado lá dentro e nada no mundo fazia com que saísse. Veio a mudança de lua, e nada. Barriga mais baixa, bolsa rompida, e nada. Até que não teve escapatória, acabou a espera com uma cesariana e um bebê que já passava do tempo, dentro de uma incubadora neonatal.

Tudo isso pra contar uma história bem fofa, que começa lá no meu nascimento. Sempre fui uma criança muito saudável, graças a Deus e aos cuidados que tive, mas já dava sinal que meus pais teriam muito trabalho, desde as primeiras horas de vida. Dito e feito, era muito travessa, algo que me colocava em situações de apuros, vez que outra. Muito destemida, ou melhor, sem noção mesmo, desde os primeiros passos, era um perigo se quer pensar em piscar e nisso me perder de vista. Teve uma vez, que brincando de índio com minha mana, coloquei fogo numa mochila, pra fazer uma fogueira. Se mamãe não chegasse a tempo, o estrago poderia ter sido bem maior, além do carpete e uma cortina chamuscada. Perdi as vezes do número de visitas ao pronto socorro, hora com algo enfiado nas narinas ou ouvidos, outra por me quebrar ao cair de bicicleta ou escalando os móveis. Até os setes anos foi assim, um permanente sinal de alerta. Em todas minhas fotos de pequena, as que minha mãe aparece, sempre tem carinha de cansadona. Dá um dó.

Sei que a coisa foi ficando demais, conforme eu crescia. Como não tinha noção, nem medo do perigo, precisava de vigia constante. Nas férias de inverno, em 86, fomos pra casa de praia. Como lá era mais tranqüilo, ficávamos mais soltas, pra correr no pátio, andar de bici, brincar de pique esconde e até mesmo se aventurar longe das vistas de nossos pais. E foi numa dessas, que sai pedalando, pra espairecer, em direção ao mar, a duas quadras de casa. Não consigo lembrar direito desse dia, sei pelo que minha mãe conta. O que ficou guardado foi o desespero, na hora que me encontraram. O choro de mamãe, enquanto quase me esmagava num abraço. Disso eu lembro, mas de resto, quase nada.

Custou um tempinho curto, pra que dessem minha falta, mas foi o suficiente pra eu chegar até beira mar. Minha mana sempre foi mais paradona, desligada mesmo. Mamãe conta que era uma graça, ela toda gordinha, tentando acompanhar minhas traquinagens. Tínhamos ficado as duas andando de bicicleta no pátio de casa e provavelmente ela nem tenha se dado conta que sai. Quando meus pais me acharam, estava sentada ao lado da bicicleta, olhando o mar. Depois de mais calma, quando me perguntaram o que fazia lá, falei que minha amiguinha havia me levado pra ver uma moça. Importante contar que tinha essa amiga imaginária (Bêla), que tenho certeza ser um anjinho que me acompanha até hoje, embora já não tenhamos a mesma comunicação daquela época, mas está sempre aqui, no coração. Como já contei uma vez, minha mãe é kardecista e praticante na sua mediunidade, e foi no espiritismos que encontrou algumas respostas, que muito a ajudaram a lidar melhor com esse meu espírito “fujão” , como explicaram mais tarde e outra hora posso até contar aqui.

Sei que foi no verão, do ano seguinte, que veio parar em meus pés um chaveiro, com a foto daquela moça tão linda, que havia visto no mar. Corri até minha mãe, contando que foi ela que tinha visto. Então, dentro do possível, mamãe explicou a história desta mulher, que cuida de todos os mares e seus filhos. E foi aí que minha curiosidade havia sido tocada, através deste fato que aconteceu lá na minha infância, e que aos 14, 15 anos, fez eu conhecer mais a fundo essa história tão linda, desta mãe guerreira, tão presente em minha vida, tão viva dentro de mim. Sempre íamos pra praia no verão e ficávamos “murchas”, de tanto molho n’água. Todos os anos o mar deixava em meus pés seus espelhos, pentes, chaveiros, batons e flores. Conforme fui crescendo, vieram várias fases e uma delas era de “guria metida a surfista”. Quem mora aqui no sul bem sabe como é nosso mar. Foram muitas as vezes que brigava feio contra o repuxo, ou aquele Nordestão, que virava a maré de pernas pro ar. Não teve um dia se quer que deixasse de pedir licença e proteção pra entrar nas águas de Iemanjá, assim como não teve um só dia em que não me senti parte daquela imensidão azul. Fechava os olhos e buscava ouvir seu canto, quem sabe vê- la, entre uma onda e outra, qualquer coisa que a trouxesse pra mais perto. Mas quem disse que precisa provas, pra sentir?

É nesse marzão que recarrego minhas forças e renovo energias. São nessas águas que recebo seu colo de mãe. Coisa boa, viu? Estava precisando mesmo...
E todos os anos é assim, jogo flores no mar, pra Iemanjá.
Vou jogar flores no mar, pra Iemanjá.
Que ela proteja a todos nós!

Caroline

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quanta diferença

Lembrei de algo bem engraçado, mas engraçado mesmo é como algumas coisas mudam com o passar do tempo. Quando o assunto é alopatia, é que vejo que “ minha voz continua a mesma, mas meus cabelos, QUANTA DIFERENÇA”... hehehe Hoje em dia é uma briga, pra que eu use qualquer tipo de medicamento. Tomo só se for em caso de extrema necessidade, só que há alguns anos atrás...

Como já havia citado, quando pequena era uma criança muito, mas MUITO travessa. E hipocondríaca. Isso mesmo. Você não está lendo errado, não. Mamãe não podia se descuidar da caixinha de remédios, ou então, sem pestanejar, eu tomava mesmo. Os meus preferidos, chamava de balinha, eram os comprimidos de Melhoral infantil (Nossa! Veio o gostinho na boca agora. Como pode, né?) Lembro perfeitamente daquele sabor e de pegar escondido, se encontrava em alguma gaveta. Na época eram embalagens de papel, diferente dos plásticos de hoje. Facilitava ainda mais minha mente traquina. Nunca fiz careta pra remédio nenhum. Das homeopatias, já sabia até aqueles nomes “estrambólicos”, tudo de cor e salteado. A fumacinha, como chamava a nebulização, era minha companheira. Fantasiava altas histórias, algumas eram aventuras pelo fundo do mar. Tudo era motivação pra ativar minha imaginação BEM criativa.

Por sorte, tanto eu como minha mana, sempre fomos duas crianças bem saudáveis. Meu único problema, que persiste até hoje, são os problemas respiratórios, complicados com o rígido inverno dos pampas. Em mim, ataca a bronquite. Lembro que vovó fazia um remédio caseiro, que era uma porretada. Um xarope de banana. Acho que sei os ingredientes, que além das bananas ia mel, guaco, agrião e um pouco de álcool. Dona Corina colocava tudo pra ferver, em um panelão, no fogão a lenha. Claro que o álcool evaporava, mas vovó me dizia que aquilo era “cachacinha” ( minha avó era muito humilde, veio do interior, não tinha muito tato pra explicar politicamente correto) pra tirar a tosse, quando eu perguntava do cheirinho. Sabe como é criança, leva tudo ao pé da letra. Tanto é, que teve um dia, em plena festa de casamento de uma prima, a pequena Caroline teve um ataque de tosse. Mamãe, com certeza, deve ter dado água, feito de tudo pra aliviar, acontece que não demorou muito pra que surgisse a indesejada frase:
- MAMÃE, DÁ MINHA CACHACINHA? “ TRAZEU” A CACHAÇA, MAMÃE?

E assim por diante. Na minha inocência infantil, não existia papas na língua, nem constrangimentos. Queria só aquela poção mágica da vovó. A santa cachacinha, que tirava aquela tosse chata, como se fosse com as mãos.

Hoje em dia tenho horror a tomar remédio. Eles nem caem bem, pois fico seguido ruim do estômago. Mas foi no meio de uma noite, entre um COF COF e outro, que daria tudo por aquele xarope. Se hoje faria o mesmo efeito, praticamente instantâneo? Não sei. Parece que os bichinhos que moram dentro de nós, esses vírus, crescem e ficam fortes, seguindo nosso desenvolvimento. Provavelmente teria que dar uma repaginada, no “coquetel porretada” da Dona Corina. Como minha mãe diz: “mal não faria.”

Engraçado mesmo, como algumas coisas mudam com o tempo. E outras, não.



Caroline

domingo, 11 de janeiro de 2009

A quem interessar possa...

Há sempre a possibilidade de novos encontros. O mundo está cheio de gente interessante. Se for preciso, não tenha medo, siga em frente...



"... Há um desencontro

Veja por esse ponto

Há tantas pessoas especiais...

Boa sorte!!"


(Vanessa da Mata)

Pensamentos

Impaciência. Talvez esse seja um dos meus maiores defeitos. Definitivamente esperar é algo que me deixa inquieta, nervosa. Sempre fui assim. Se tenho um compromisso na hora X, pelo menos 10 minutos antes já estarei no lugar combinado. Por outro lado, fico brava se tenho que esperar por alguém. Salvo aqueles 5, 10 minutos de tolerância, acho maior falta de respeito quem não está nem aí pros outros, parecendo até que vivem em outro fuso horário. Nessas horas, esperar é uma virtude que já não faz parte da minha pessoa.

Esperar... Lembro que desde pequena, acho que lá pelos meus 10 anos, quando comecei a “devorar” livros mais grossinhos, que levavam pelo menos 5 noites para chegar ao então aguardado final da história, já naquele tempo remoto, já dava uma espiada nas ultimas páginas. Sabe como é, nada demais, não, mas gosto de me preparar psicologicamente para o que me espera. E gosto de pensar que sou normal, fazendo isso... hauhauhauhauhauahua

Agora, fora a brincadeira, sou bem assim mesmo. O imprevisível do inesperado me deixa tensa. Nada agravante, que me impeça de seguir em frente, mas se pudesse, adoraria uma bola de cristal e com ela saber dos fatos antes de acontecerem. Certamente teria o lado ruim também, como sofrer por antecipação, mas sei lá... Surpresas não combinam muito com minha pessoa. Sou bem prática, na maioria das vezes. Gosto de ir direto ao ponto, sem enrolação. Coisa que me deixa maluca é: “Nem te conto. Tu não sabe mesmo? Nem desconfia?” Minha vontade é gritar: “Conta logo, pô!!”

Sei que as vezes sou chata, mas fazer o quê? Se não mudei até aqui, com quase 2.9, o negócio é: ame ou deixe- me. Claro que nem tanto ao sol, nem tanto a lua, mas minha impaciência tem vezes que atrapalha um pouco. Teve uma vez, acho que foi nos meus 21 anos, que inventaram uma festa surpresa. Só tem um porém, não sei se bom ou ruim, é que tenho um faro certeiro, pego no ar, se tem algo acontecendo. Aporrinhei tanto minha mãe e mana que elas acabaram me contando tudo. Minha melhor amiga havia planejado a tal festa, que incluía até uma dessas mensagens com telegrama ao vivo, sabe? Cheguei a ficar com dor de barriga, náuseas, por antecipação, só pensando na hora H. Pensando bem, acho que terei que repensar no assunto “bola de cristal”... hehehe

Talvez eu tenha tanto medo do inesperado, dessas surpresas, por que me pegam “desarmada”. Tento manter um certo controle sobre minha vida, claro que tem coisas que escapam das nossas rédeas, mas eu tento, né? Deve ser pq já me machuquei um pouquinho e tenho medo de passar por isso mais vezes. Fazendo terapia, descobri que tenho um bloqueio. Como se construísse um muro de proteção, bem forte e consistente, onde até deixo as pessoas entrarem. Mas toda vez, que sinto em meu coração, que estou me ligando a alguém, bate aquele medo, por não saber o que vai acontecer, de se envolver e perder quem se gosta.

Em seguida que meu pai se foi, pouco tempo depois, perdi minha avó. Aquilo me deixou uma sensação tão ruim, que entrava em pânico, cada vez que mamãe atrasava um pouco pra chegar em casa do trabalho. Morria de medo que ela não voltasse, imaginava mil coisas, um acidente, um mal súbito, sei lá... Isso já adolescente. Fizemos terapia em família e isso ajudou bastante. É bem verdade que sempre ficam alguns vestígios, tem cicatrizes, que mesmo curadas, em dias de chuva ainda doem um pouco. Eu tenho as minhas, sendo que uma delas é esta. E aprender a conviver com esse medo é um grande desafio. Toda vez que se perde alguém que se gosta muito, vai junto um pouco de nós... Não sei explicar...

Sabe, minha cabeça anda meio confusa. Vai ver é obra de um sábado chuvoso e o cansaço de uma semana bem puxada. Comecei falando da minha impaciência, tudo pra contar da minha paixão por filmes do tipo “acervo mais antigo”. Sendo histórias já conhecidas, contadas e recontadas, da pra ver tranquilo. Por que os lançamentos, só assisto depois que tem alguém pra me contar o final. Caso contrário, é um teste pra paciência alheia (quando algum corajoso aceita assistir comigo), já que fico o tempo todo: “Vamos passar um pouquinho pra frente? Pra ver o que vai acontecer...”
Brincadeirinha. =P

Ai ai... E quem é normal, afinal?

Mas tudo isso são só pensamentos soltos, minhas bobagens...




Caroline

sábado, 3 de janeiro de 2009

Você sabe como identificar um Porto-Alegrense?

Encontrei esse texto dando uma espiada, em alguns blogs desconhecidos. Na verdade, o VAI CARLA! SER GAUCHE NA VIDA! foi uma grande surpresa e já está na minha lista, aqui ao lado. A Carla fala sobre a vida, desde que é gerada e sobre como devemos conduzi- la, com relatos bem pessoais. Confesso que esqueci da vida, lendo cada postagem mais antiga, até que cheguei a essa pérola, que não dá pra negar, é a nossa cara.
Bah! Tri certinho! Quem é daqui irá se identificar, e aqueles que conhecem algum “nativo” de Porto City, também. O sotaque mais charmoso do mundo, na minha opinião, que me desculpem os demais, é o nosso. =)


TODO PORTO-ALEGRENSE:

1. Divide o domingo entre antes e depois da passadinha no Brique ou no Parcão.
2. A partir de julho, pára de comprar livros para aproveitar os descontos e os balaios da Feira do Livro.
3. Odeia o muro da Mauá.
4. Fala mal das praias gaúchas, mas nunca recusa convite para passar o fim de semana em Imbé ou Atlântida.
5. Desfila, em qualquer rua de qualquer cidade, com cuia e garrafa térmica como se fosse coisa trinormal.
6. Ama ou odeia o PT. Não tem meio termo.
7. Acredita que a última batalha não será entre o bem e o mal ou entre a luz e as trevas, mas entre gremistas e colorados.
8. Em uma tarde consegue mostrar todos os pontos turísticos da cidade aos amigos que vêm de fora.
9. Acha que Porto Alegre tem quase todos os defeitos de uma cidade grande e mais algumas desvantagens de uma cidade pequena, mas parte para a briga com qualquer estrangeiro que ouse dizer uma barbaridade dessas.
10. Acredita piamente que existe uma comprovação científica para o fato de o pôr-do-sol no Guaíba ser o mais bonito no planeta. Talvez pelo fato do paralelo trinta passar na Rua da República.
11. Chama o carinha ali de “bagaceiro”, come “negrinho” e “branquinho” e ainda compra “cacetinho”!
12. Diminui metade das palavras e nem se dá mais conta disso: Findi, Churras, Super...
13. Ama Porto Alegre!


O Porto-alegrês é uma das línguas mais difíceis do Ocidente (que não é o hemisfério, e sim um bar em Porto Alegre). Para começar, só existe uma interjeição: “báh!” - que é usada em mais ou menos 462 situações diferentes. Prá complicar, “báh!” tem, também, 497 entonações diferentes: pode ir de um simples “beh!”, até um complicado, “pãh!” dependendo do que se quer dizer.
Tem também as gírias. Porto Alegre é equipada com mais ou menos 15 fábricas de gírias funcionando sem parar. Algumas chegam até a serem exportadas: “viajar na maionese” e “pirar na batatinha”, que agora estão na moda no Rio (?), são faladas há anos, ou em Porto Alegrês, “há horas”. Outras expressões cruzaram a fronteira, mas nunca chegaram a serem compreendidas. “Deu prá ti”, por exemplo, que é o nome de uma música que fez o maior sucesso no Brasil inteiro. Talvez porque pensaram que “deu prá ti” fosse uma sacanagem quando na verdade só queria dizer “chega!”.
Também tem o “trilegal”, mas há horas ninguém fala trilegal em Porto Alegre. Se fala “tribom”, “triquente”, “triafim”, “trigente”, “triafu”(muito usado), “tri” o que tu quiseres.
Mas nada é mais porto alegrense quanto falar: “Tu vai ir?”. Repita agora, com sotaque: “Bah, mas tu vai ir? Bah, mas se tu for, eu também vou ir”. E deu prá ti “viu, guri”?

(Pôr-do-sol no Guaíba)



Não troco minha Porto Alegre por nada. Bem capaz!! =P

Chove lá fora e aqui...


Cai uma chuvinha gostosa, que deixou a temperatura mais baixa, aqui no sul. Dia preguiçoso, coisa boa. Passei o sábado todo em casa, assistindo um pouco de televisão, lendo, jogando conversa fora, enquanto disputava uma rodada de canastra.
Pra piorar ainda mais essa vidinha complicada, acabou de ficar pronto uma pratada de sonhos, feitos agorinha, quentinhos. Tem de goiabada e de mumu (doce de leite), com bastante açúcar e canela, com aquela pitada especial, que só mamãe sabe dar.
Já tomei meu banho, coloquei meu pijama mais “agasalhadinho”, acho que nem saio mais debaixo das cobertas. Êta vida mais ou menos essa... hehehe

Bom finalzinho de sábado a todos!!

Caroline

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O mais lindo presente

Engraçado, como costumo relacionar coisas a momentos que passaram, ou pessoas importantes. E minha relação com flores vem daí também...
Minha mãe ficou órfã muito cedo, então, minha única referência de avós que tive foi pelo lado do papai. Quando nasci, meu vô já tinha ido morar num outro plano, mas minha vó Corina sempre foi daquelas vovózinhas de historinha infantil. Tinha o cabelo feito tufos de algodão, bem branquinhos e macios, cheirava a flor e pra nos acalmar, tinha as melhores canções e histórias de ninar. Algumas coisas marcam pra sempre, e o que mais lembro, fora todo amor que ela nos deu, é do quarto dela, com uma cama daquelas bem antigas, com um dossel que sustentava cortinas sempre bem branquinhas. Depois veio a cama hospitalar, quando ela começou a ficar ruinzinha e já mal nos reconhecia. O quarto da minha vó, quando ainda estava forte e lúcida, cheirava a talco. Lembro de um altar, com uma imagem de Santo Antônio e uma de Santa Terezinha, por quem minha vó era muito devota. Em frente as imagens, sempre um lindo vaso com rosas amarelas, que eram cultivadas no jardim de casa.

A casa da vovó era enorme, pegava meio quarteirão, com um rico pátio, cercado de um jardim cheio de flores e árvores frutíferas. A roseira ficava a sombra de um pé de caqui, perto de um dos Ipês. Quase sempre que chegávamos lá, encontrávamos minha vó com um chapéu de palha, luvas e uma tesoura nas mãos, tratando de suas plantinhas. Era uma das maiores paixões dela e fazia aquilo com tanto amor e zelo, que a natureza retribuía com uma das obras primas mais lindas que já vi. Era a maior festa, cada vez que nos convidava pra ajuda-la, entregando um regador pra cada neta. Segurando nossas mãozinhas, nos guiava pra cavar um pequeno buraco na terra, onde largávamos novas sementes. Tinha também as vezes que varríamos o pátio, que no outono ficava tapadinho de folhas secas, ou com aquele tapete amarelo, das flores que caiam do Ipê. Outra paixão da vovó eram os pássaros. Tinha um cantinho só pra eles, com uma fonte de água fresquinha, onde volta e meia surgia um pardalzinho mais destemido. Na primavera, os sabiás cantavam e construíam os ninhos nas árvores e os beija- flores vinham bicar os bebedouros, com água doce. Era a coisa mais linda do mundo.

A dona Corina devotava o mesmo amor que tinha por pessoas, aos animais. Sempre abrigava gatinhos e cachorros abandonados, que faziam da casa dela uma festa ainda maior. No canil, tinha mais de 10 cãozinhos, fora os que andavam soltos pelo quintal. Os gatos, todos castrados, eram gordos e lustrosos, como diria minha tia. Pra onde se olhasse, tinha um dormindo o soninho dos justos, relaxadão. No inverno, em dias mais frios, vovó fazia um chocolate quente e sentávamos, as netas, uma de cada lado, no sofá da sala. Bem em frente a lareira, ouvíamos histórias de quando meu pai e minhas tias eram pequenos. Outras vezes, ela vinha com um baú, de tamanho mediano (lembro até hoje do cheiro forte da madeira), onde guardava as fotos antigas. Nos mostrava aquilo como se fosse um tesouro, contando cada momento que foto por foto representava. E os gatos, tudo na volta. Os mais abusados se aconchegavam em nossos colinhos, ganhando carinho, enquanto o Tuco, o xodó da minha vó, por ser o cão mais antigo na casa, deitava nos pés dela, como se quisesse dividir conosco aquele momento.

Minha vó era assim e vai ser pra sempre, em meu coração: uma mãezonha, que tinha como maior felicidade na vida se doar no ato de amar, sem olhar a quem. Foi com ela que aprendi muitas coisas. O gene, que traz todo esse amor que tenho por bichinhos, também é graças a ela. As lições de respeito e cuidado, com tudo aquilo que papai do céu nos oferece gratuitamente, também estão por aqui, em cada lembrança vivida ao lado desta grande mulher. Como eu disse pra minha amiga Pê (http://umcertouniverso.blogspot.com/), muita coisa ficou pra trás, como se estivessem congeladas, na época da minha infância. Onde eu não tinha medo de abelhas, nem aranhas , sapos ou gafanhotos. Nem de desbravar o rico jardim da vovó. Onde cada plantinha tinha um outro foco, minha visão percebia muito além dos olhos, pois aquilo tudo, aquela obra da natureza, era recebida com o olhar fantasioso e mágico, de uma menininha de 4, 5 anos. Muito disso se perdeu, quando vovó nos deixou. Levou com ela o lado mais doce daquela casa, daquele pedacinho de céu, bem no quintal. As pitangas já não eram mais tão vermelhas, nem as goiabas tão suculentas. O abacateiro já não parece tão imponente e robusto. As borboletas e os passarinhos já não são os mesmos...

Mas as rosas amarelas continuam lá, lutando contra o tempo, que teima em passar. Seguem bem abaixo da janela, do que um dia foi o quarto da vovó. Ainda exalam o mesmo perfume e colorem o velho jardim. Hoje são cuidadas pelas mãos da minha tia, mas parece que elas sabem que precisam ficar tão lindas quanto antes. Ainda perfumam e embelezam o altar da vovó. Porém, como uma ultima homenagem em agradecimento, são constantemente colidas e carregadas, com todo cuidado, pra perto da ultima morada da Dona Corina. Em cima de um gélido mármore, dentro de um vaso bonito, voltam pra junto de quem sempre as amou. E da minha parte, sempre que vejo flores amarelas, me transborda o coração de felicidade, por que me levam pra junto dela também. Me vejo pequena, com sorriso solto, sujinha de terra, brincando no jardim da minha amada avó. Que onde ela esteja, possa ter orgulho desta neta, que mesmo hoje uma medrosa de carteirinha, tem na sua essência tudo aquilo de mágico que aprendeu. Fico em paz, na certeza que um dia nos reencontraremos. E tenho uma desconfiança, que vais me esperar com rosas amarelas. Não é vovó?

A querida amiga Pê, um muito obrigada, do tamanho do mundo, pelo presente que recebi. Sabe, Pê, cada vez que leio tu descrever essa tua paixão, descubro outra grande mulher. Tenho maior orgulho de ti, minha Richard Rasmussen de saia... hahauhauhauhauhua

(foto da orquídea da Pê, peguei lá no UM CERTO UNIVERSO)

Obrigadão!!


Caroline

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PRIMEIRO DIA DO ANO

Dia mundial pela paz



Poema da Paz

0 dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? 0 medo
0 erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? 0 egoísmo
A distração mais bela? 0 trabalho
A pior derrota? 0 desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais
0 mistério maior? A morte
0 pior defeito? 0 mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
0 sentimento pior? 0 rancor
0 presente mais belo? 0 perdão,
0 mais imprescindível? 0 lar
A estrada mais rápida? 0 caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso
0 melhor remédio? 0 otimismo
A maior satisfação? 0 dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? 0 amor




(Mensagem de Madre Teresa)

Tem mais alguém aqui?